História da moda – Parte I

A historia da moda

A moda: 1500 a 1550:

Mulheres mais gordas eram consequência dos doces feitos da cana-de- açúcar, somado a cultura lusa.A influência da Europa na Colônia era preponderante visto sua descoberta recente.
– O calor beirava os 40 graus, ruas em lama e pedregulhos e os nativos encontrados aqui passeavam com suas vergonhas à mostra; do outro lado, senhoras de fino trato desfilavam com seus pesadíssimos vestidos europeus.
– A História da moda nacional confunde-se com a própria memória da vida privada do país. Afinal, as roupas fazem parte dos costumes e da cultura, e o estilo é o reflexo de uma época.
– Mesmo sob o forte calor deste país tropical, as mulheres usavam vestidos de veludo ao estilo da corte de Henrique VII. Seda, tafetá e brocados, deixam em evidência o poder econômico e o dourado simboliza o status de quem o usa.

Moda: 1551-1600

O Estilo Elizabeth levou para o vestuário:
– Muitos babados, laços, enfeites de ouro, pedras incrustadas.
– As saias eram largas, recheados por várias amarrações, e as mangas, fofinhas.
– Cores: Pretos, vinho e vermelhos eram as cores do momento, juntamente com o dourado. Outra influência de Elizabeth I foi o vermelho- fogo nos cabelos, que recebiam perucas longas e encaracoladas.

Fica no Brasil:

– Origem dos tecidos como principal diferenciação social: brocados italianos, sedas indianas ou chinesas para os trajes de gala para posições hierárquicas relevantes; e o algodão, linho, lã, sem grandes beneficiamentos, que eram confeccionadas pela população com condição social restrita.
– Cor: vermelho predominante em Portugal, provavelmente principal riqueza vista pelos portugueses- (pau-brasil) substituto como corante do molusco até então usado na Europa.
– Tamancos de madeira.
– Vestimentas brancas para os serviçais.
– Jóias x adornos: rubi, esmeralda, ônix, topázio, ouro… couro, pedrinhas coloridas de vidro, prata…

Para as nativas, dentre as inúmeras diferenciações as principais são:

Sempre despidas, com o corpo como suporte para os enfeites, cabelos longos com flores ou semente (não com penas – uso masculino)   – –  Utilitários: bandoleiras, trançadas com fibras vegetais.
– Cores: pintura corporal com urucum- vermelho encarnado.
– Tangas: para encobrir as vergonhas e de uso imposto pelos missionários Jesuítas que catequizaram os nativos.

 

Moda: 1601- 1650

As brasileiras passaram a se vestir como as princesas das famílias europeias, com vestidos em meia calda; o corpete continuava sufocando os troncos femininos, destacados pelo decote quadrado.

Moda: 1651- 1700

Os vestidos ficaram mais curtos na frente e com a cintura melhor definida. A grande novidade eram os adereços para os cabelos: umas estranhas armações deixavam a cabeleira volumosa.

Economia e sociedade:

– A mulher começa a ser mais vista ao frequentar eventos sociais, tendo assim chance de usar a moda parisiense (que comandava neste momento), estolas de pele, jóias, sapatos e outros mimos.
– Ciclo do ouro tem seu início em Minas Gerais e Goiás.
– Tecidos: rendas e cores mais vivas e bordadas de ouro matizadas com motivos de plantas, animais…
– Acessórios tem papel importante: braceletes africanos, leques, luvas, chapéus.
– Crianças e jovens vestidos como adultos.

Fica no Brasil:

– Vestes de algodão.
– Surgem as calças curtas, utilizadas pelos negros, bermudões de hoje; geralmente essas eram combinados com espécies de camisetas (uso característico dos portugueses para serviços braçais e conhecidos pelos negros como: abadás.
– Com a mistura de raças as criolas nascidas no Brasil começam a usar um corpete não muito próximo ao corpo (ombro a ombro), sobre o traje lenços ou xales grandes, com saias franzidas e longas.
– As escravas que serviam famílias abastadas vestiam-se com roupas e jóias doadas a fim de demonstrar o poder econômico.
– Em Pernambuco: mania de ficar desarrumada em casa, à vontade com os pés no chão, descalça o que deixava os pés grossos encardidos, uso de roupas para o dia folgadas para esconder a barriguinha e os seios fartos.
– Uso de tecido de algodão e bandoleiras mesmo tendo posses.

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