História da moda – Parte II

Historia da moda  - parte II

Moda: 1701 -1750

Vestido de noite

Vestido de noite

 

Nesta época, as roupas estiveram mais definidas do que nunca.

Além dos seios e da cintura, os quadris eram destacados com armação chamada “anquinha”.

Meias e luvas brancas faziam parte do vestuário, que incluía também arranjos dourados para o cabelo.

 

 

 

Moda: 1751-1800

  • A moda fica mais discreta. Os excessos das décadas anteriores vão sendo eliminados aos poucos.  Vestidos menos rodados com mangas menos fofas.
  • A anquinha tem seu fim, o salto fica mais baixo, as perucas e os penteados diminuem de tamanho.

Economia e sociedade:

  • Ciclo do Ouro conhecido como “Século do Ouro” iniciado em Minas onde reinou Chica da Silva.
  • Botões de ouro e prata.
  • Sapatos ‘brocados”” com pedras semipreciosas.
  • Sofrimento das escravas nas casas dos senhores.
  • Uso de roupas de sair de casa: ir a igreja, batizados e procissão.

Dona Maria “A Louca”

Fica no Brasil:

  • Uso pelas brasileiras de unhas grandes: Cafuné das escravas mucamas.
  • Alvejamento das roupas de algodão: escravos assim o faziam.
  • Mule contemporâneo: Chinelos dos escravos, que provocavam um andar sensual.
  • Roupas das baianas: camisolões brancos com rendas e longos com colares de contas, com lenço ou turbante na cabeça, trancinhas rastafári, argolas nas orelhas e pulseiras, figas, balangandãs e medalhas de santos.
  • Estilo Brasileiro: referência carioca.
  • Colônias (águas-de-colônia): cidade fétida.

Indústria têxtil no Brasil:

  • Algodão usado na confecção de redes de pesca e descanso pelos índios.
  • Por decreto Dona Maria “ A Louca” proíbe a manufatura têxtil, determina a quebra dos teares usados para este fim.

 

Moda: 1800 a 1822

Em 1808 Chegada da Corte portuguesa ao Brasil, conseqüência da tomada de Portugal por Napoleão Bonaparte.

Anos de 1808

  • Abertura dos portos;
  • Criação de universidades;
  • Banco do Brasil;
  • Construção de estradas;
  • Fundação de pequenas fábricas;
  • Implantação da imprensa “Gazeta do Rio de Janeiro” e de uma biblioteca real. Até então os livros e os jornais eram proibidos de circularem na colônia.

Anos de 1813

Moda européia 1813

Moda européia 1813

É criado o Teatro de São João no rio de Janeiro, surgindo então às noites de gala, com isso tem o crescimento do número de importações de tecidos e uso dos ofícios dos alfaiates, costureiros e cabeleireiros.        

Com a chegada da corte e a abertura dos portos, em 1808, as brasileiras foram apresentadas à moda européia. O país passou a receber uma quantidade imensa de produtos do velho continente, como tecidos, leques, sapatos, jóias, chapéus, luvas, broches e bolsas. Paralelamente, a vida social ganhou novos ares com as inúmeras festas e cerimônias promovidas pela corte.

Há 200 anos, a família real portuguesa chegava a Salvador. Logo que puseram os pés na Bahia, as mulheres da corte causaram o maior frisson: as roupas e os acessórios delas eram novidade para as brasileiras.

 

 

A primeira moda fez logo a cabeça das mulheres: Carlota Joaquina desembarcou no Brasil de turbante. Era para esconder o cabelo cortado por causa da infestação de piolhos no navio, mas o motivo não importava; a ideia era copiar sem demora o estilo da nobreza

 e aproveitar os novos tecidos importados.

 

 

Já a Carlota Joaquina defendia ferozmente a superioridade da nobreza sobre as demais classes sociais e as roupas dela espelhavam esse sentimento. A presença de muitas jóias e acessórios é marcante no visual de Carlota, que também usava vestidos de corte império, mas não abandonou os modelos de saias rodadas.

 Imperatriz Leopoldina: Incorporava perfeitamente o estilo da época. Vestia-se de maneira fina, mas não ostentosa, com vestidos da moda e jóias discretas. Nas ocasiões festivas, seus trajes apresentavam mais requinte.

 

 

Roupas das escravas:

Lavadeiras

As escravas e as “brancas” eram totalmente diferentes. Enquanto as primeiras visavam à praticidade e não viam malícia em um corpo nu, as outras se preocupavam com as regras e, por desprezar os costumes alheios, viam com espanto a inocência das negras.

A roupa era composta por panos amarrados  no corpo ou sutilmente costurados,  que sofriam modificações por causa do trabalho.

 

Exemplo: Uma lavadeira puxava a saia para cima para não molhá-la na beira do rio. Os afazeres  das escravas exigiam esforço físico, era comum que as roupas, mal costuradas despencassem, o que chocava os estrangeiros. Não existia malícia por parte delas. Na tradição africana, o vestir-se  tem como função principal o adorno do corpo e não sua cobertura.

Estilo Império tem grande aceitação no Brasil:

As principais características do estilo império, que foi amplamente usado no Brasil, eram a cintura alta cortada sob o busto, o decote generoso e as mangas fofas e curtas.

Os tecidos leves e finos encontraram no Brasil harmonia com o clima tropical.

O corte porco espinho e redingote (peça masculina que invade o guarda-roupa feminino) usado nas noites para proteção na mudança do clima e também para cobrir os vestidos, que por vezes eram molhados deixando corpo à mostra com transparências.

Anos de 1834

Primeira fábrica de tecidos, localizada em Salvador: “Santo Antônio dos Queimados”

Anos de 1835

Fábrica Nossa senhora da conceição;

Anos de 1848

Surge o grande projeto da Indústria Têxtil:A Fábrica de “Todos os Santos”, com 50 teares e 2 milhões de fusos com 100 operários ( maior parte do sexo feminino).

Anos de 1858

Josefina, esposa de Napoleão Bonaparte

Primeiro ponto de venda das máquinas Singer

 

 

 no Brasil, local Rua do Ouvidor nº 117, somente 30 anos mais tarde houve facilidade na compra e em 1905 a produção de máquinas para a indústria.

Paris ditava a moda para o mundo e o Rio (capital federal) irradiava valores para o resto do Brasil. Os vestidos linha império sensação do momento, desfilados na rua do Ouvidor (rua da moda no rio). Influência de Josefina, mulher de Napoleão.

A influência francesa torna-se mais forte na moda do Brasil. As revistas de Paris eram vendidas nos livreiros da Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, além de encartes nas mesmas publicações, que serviam como quadros, dando um tom moderno aos ateliês.

 

 

 

Porém o biótipo europeu bem diferente da mulher senhora brasileira,                                                                           

Revista., “A Estaçã

mais corpulenta e de estatura mediana, as jovens é que tiraram proveito da situação, pois eram mais longilíneas.

 

Algumas publicações como “A Revista Ilustrada” e “A Estação e a Moda” podiam ser encomendadas pelos mais interessados, todo o consumo foi reforçado pela entrada da fotografia  e seus ateliês fotográficos, que registravam a indumentária local.

 

 

 

 

 

 

Anos de 1861

Johann Karsten

Johann Karsten – imigrante da Alemanha, chega a Blumenau e instala a 1º indústria Brasileira de artigos de cama mesa e banho;

A primeira Indústria de grande porte erguida no bairro, foi a Fábrica de Tecidos de algodão chamada Anhaia, cujo nome permanece na rua.

 

 

 

Irmãos Hering: Hermann e Bruno

Anos de 1879

Na indumentária a borracha vulcanizada encontra diversos empregos entre eles calçados com solados colados em lonas usadas em esportes – patente dos EUA em 1832 e anos mais tarde este invento usou de borrachas brasileiras para se estender em um produto com reconhecimento mundial.  

Exemplo: O Converse All-Star (1918) usado para jogo de tênis.

Os Irmãos Hering iniciam em Blumenau Santa  Catarina, a confecção de camisas em tecido de malha com tear circular manual, com tradição familiar no ramo da indústria têxtil na Alemanha. Pioneira em malha no Brasil.

Moda:  

Modismos das anáguas, espartilhos apertadíssimos, perfeitos para bailes, missas e funerais, os cabelos longos, presos por pentes e grampos, aos poucos os trajes usados pelas mucamas e escravas alforriadas eram usadas pelas senhoras, esta adesão se deu pela praticidade e lógica de seus modelos com o clima tropical.

O crescimento do rio e as melhorias de transporte contribuíram para alterações no vestuário, os ônibus, bondes puxados por burros, as mudanças se devem a funcionalidade, saia se tornaram mais curta menos rodadas, em função dos degraus altos, chapéus mais baixos e com poucos adornos.

A maquiagem, usada neste momento pelas cocotes, foi realçada pela iluminação noturna proveniente de candeeiros a gás.

Ouro Verde:

Este crescimento de São Paulo trouxe a característica de luxo ao vestuário dos paulistanos sem a criatividade dos cariocas, o preto é a  cor favorita das senhoras do café, usado com grandes chapéus de palha (naturalmente italiano e chique), para protegerem a cabeça do sol intenso.

Anos de 1882 – Bom Retiro

A partir de 1870, o trabalho assalariado passou a ser uma necessidade. O processo de abolição era irreversível, o que era uma alternativa a mão de obra escrava tornou-se regra. Começa a chegar os imigrantes.

Para recebê-los em 1882 foi instalada uma hospedaria no bairro do bom retiro, esta região que durante séculos foi inabitada começa a sediar chácaras de retiro de fim de semana entre 1828 a 1872, a área nasceu e se criou sob a égide de teares e máquinas de costura, em primeiro foram os Italianos, judeus, gregos, e recentemente os coreanos.

Cada um no seu estilo, inventando roupas e comercializando tecidos dando ao bairro a fama de “polo” de confecções que vendem boas roupa a preço baixo. Ainda hoje é sede de empresas de renome como Rosa Chá, Rosset e tantas outras.

Anos de 1895

James Dean

A camiseta em malha de algodão, usada na Europa como “roupa de baixo” para proteção contra o frio e também para evitar que o suor molhasse a camisa propriamente dita, veio ao Brasil no guarda-roupa de imigrantes portugueses e italianos e aqui, devido ao calor intenso, passou a ser usada como roupa ‘ de cima” para trabalhadores braçais.

Na hora do trabalho eles tiravam  a camisa e ficavam de camiseta, como registrou o fotógrafo  francês Marc Ferrez no Rio de Janeiro em 1895.

A popularização, no entanto aconteceu , por meio do cinema a partir dos anos 1930, especialmente Marlon Brando e James Dean.

 

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